{"id":3413,"date":"2016-02-15T19:18:51","date_gmt":"2016-02-15T21:18:51","guid":{"rendered":"http:\/\/irmasdesaojose.com.br\/portal\/?page_id=3413"},"modified":"2017-03-02T19:56:32","modified_gmt":"2017-03-02T22:56:32","slug":"perfil-espiritual","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/irmasdesaojose.com.br\/portal\/perfil-espiritual\/","title":{"rendered":"Perfil Espiritual"},"content":{"rendered":"<h3><strong><span style=\"color: #003366;\">VIVA F\u00c9 E CONFIAN\u00c7A NA DIVINA PROVID\u00caNCIA<\/span><\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">A profunda f\u00e9 do Pe. S. Gorazdowski, segundo relatos de pessoas que o conheceram de perto, expressava-se numa confiante entrega \u00e0 Divina Provid\u00eancia. Com efeito, ele costumava repetir: \u201cNada temer, tudo ser\u00e1 conseguido, como assinalam a seguir as testemunhas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u2013 N\u00e3o era, no entanto, uma entrega passiva e inerte \u00e0 Provid\u00eancia, porque o Pe. Sigismundo se aprofundava nos detalhes da vida di\u00e1ria e na medida do poss\u00edvel satisfazia ele mesmo as necessidades mais urgentes\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Nas ocasi\u00f5es em que faltava tudo, ele dizia \u00e0 inquieta irm\u00e3 cozinheira no Instituto para os incur\u00e1veis: \u201c&#8230;vamos conseguir tudo, porque Deus vela por n\u00f3s\u201d. Para fortalecer a for\u00e7a dos seus pronunciamentos, \u201ccitava frases dos santos que falavam da entrega deles \u00e0 Provid\u00eancia\u201d. Diante dos imprevis\u00edveis des\u00edgnios divinos, dizia: \u201c\u00c9 preciso aceitar isso tranquilamente, porque isso \u00e9 necess\u00e1rio e tudo vai passar\u201d. Igualmente \u201cfornecia exemplos da vida dos santos e estimulava\u201d. Quando lhe faltava dinheiro, dava esmolas maiores. \u00c9 por isso que os habitantes de Lviv, vendo a multiplicidade das obras beneficentes fundadas pelo \u201cPadre dos pobres\u201d da cidade, com raz\u00e3o se referiam a ele como a uma pessoa que com f\u00e9 infantil confiava na Provid\u00eancia, que \u201centregava tamb\u00e9m a si mesmo \u00e0 Provid\u00eancia e por isso nada buscava para si mesmo\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ele n\u00e3o apenas estimulava as pessoas a se guiarem por uma viva f\u00e9 na vida com palavras, mas dava a aula mais eloquente e convincente a respeito dessa viva f\u00e9 pela sua vida, assinalada por uma entrega total a Deus.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>ESPERAN\u00c7A ESCATOL\u00d3GICA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As irm\u00e3s recordam que nos momentos dif\u00edceis seu Fundador costumava dizer-lhes: \u201cN\u00e3o te preocupes, minha filha, que tudo isso vai passar. A eternidade se encontra diante de ti. A vida \u00e9 curta e Jesus Cristo d\u00e1 o sofrimento \u00e0queles a quem ama e \u2013 acrescentavam as irm\u00e3s \u2013 pod\u00edamos sentir que o Pai estava ligado ao que era eterno, indestrut\u00edvel\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As irm\u00e3s percebiam igualmente que o seu Fundador, ao falar de Deus ou do c\u00e9u, fazia-o com a simplicidade e a alegria de uma crian\u00e7a, que se expressavam n\u00e3o apenas no conte\u00fado das palavras, mas no pr\u00f3prio tom com que se expressava. Uma dessas irm\u00e3s testemunha: \u201cA esperan\u00e7a do Servo de Deus se assentava numa f\u00e9 infantil na Divina Miseric\u00f3rdia. Na atividade do Servo de Deus diante das pessoas \u2018marginalizadas\u2019 \u2013 para nos utilizarmos de uma linguagem moderna \u2013 era dif\u00edcil contar com a gratid\u00e3o nesta terra. Contava apenas a recompensa do PAI que nos espera na eternidade\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O Pe. Gorazdowski tinha um grande sentido de uni\u00e3o com a Igreja padecente. Chegou at\u00e9 a fazer um ato heroico oferecendo a sua vida pelos falecidos que fazem penit\u00eancia no purgat\u00f3rio.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"color: #003366;\">HEROICO<\/span><\/strong><strong style=\"color: #003366;\">\u00a0AMOR A DEUS E AO SEMELHANTE<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Contemplando a vida interior do Pe. Sigismundo, podemos afirmar categoricamente que desde a sua juventude ele buscou, incessantemente e com muito amor, viver apenas por Deus e cumprir sempre a Sua vontade, permanecendo em estreita uni\u00e3o com Ele. Toda a atividade do Bem Aventurado tem a sua origem no seu amor a Deus, no seu esfor\u00e7o para ser um adequado e digno instrumento, para levar o amor misericordioso do Pai Celestial aos homens, especialmente aos mais fr\u00e1geis e indefesos. Uma testemunha afirma: \u201cO Servo de Deus resplandecia com a virtude do amor. Ele mesmo se entregou a Deus e todos os seus atos decorriam de est\u00edmulos do amor a Deus, para a Sua maior gl\u00f3ria, e n\u00e3o em vista do aplauso. Ele suportava as dificuldades em sil\u00eancio, em conformidade com o que provinha da vontade de Deus, sem se queixar e sem tentar justificar-se\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Pessoas que avaliavam o Pe. Sigismundo transmitiram-nos este testemunho: \u201cBendizia a Deus pela ora\u00e7\u00e3o, mas sobretudo amava a Deus nos semelhantes necessitados de ajuda. Tudo o que fazia tinha um objetivo \u2013 a salva\u00e7\u00e3o das almas, e sobretudo a gl\u00f3ria divina. Nem sempre podia contar com o reconhecimento, mas apesar disso as dificuldades n\u00e3o o desalentavam. O que orientava o seu procedimento era a gl\u00f3ria divina, o desvelo pelas almas humanas. Em sua vida, dedicava-se especialmente aos pobres e aos infelizes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As irm\u00e3s recordam que: \u201cO que mais impressionava no Pai era o seu amor \u00e0s pessoas pobres e infelizes. Era a elas que distribu\u00eda tudo que possu\u00eda; ningu\u00e9m dele se afastava sem receber ajuda&#8230; Era generoso para com os pobres at\u00e9 a prodigalidade&#8230; Tinha um relacionamento paternal com todos, especialmente com os mais depreciados aos olhos do mundo. A todos queria fazer o bem. Possu\u00eda em elevado grau a virtude da caridade&#8230; N\u00e3o exclu\u00eda a ningu\u00e9m do seu amor, envolvendo com ele a todos&#8230; Tinha uma palavra de bondade para todos&#8230; Era capaz de ser um pai bondoso diante de todos que se encontrassem na mis\u00e9ria moral ou material\u201d.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>PROFUNDA E CONSTANTE ORA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Os depoimentos e as recorda\u00e7\u00f5es a respeito do Santo dizem que: \u201cCom grande piedade celebrava a santa missa e os outros of\u00edcios\u201d e que \u201cna sua presen\u00e7a era agrad\u00e1vel rezar\u201d. Uma das irm\u00e3s, que com ele residiu no Instituto S. Jos\u00e9 por v\u00e1rios anos, atesta: \u201cMais de uma vez tenho visto nosso Pai rezando na nossa capela de joelhos, mas tamb\u00e9m o via andando pelo jardim ou pelos corredores e rezando. Rezava o ros\u00e1rio, mas, mesmo quando n\u00e3o se via em suas m\u00e3os o ros\u00e1rio, toda a sua postura irradiava piedade&#8230; Quando na nossa capela havia a exposi\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento, muitas vezes ele vinha, sentava-se em algum lugar pouco vis\u00edvel e rezava\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Em muitos depoimentos e recorda\u00e7\u00f5es as pessoas que viveram ao lado do Pe. Gorazdowski e que com ele colaboraram falam da sua piedade e da sua extraordin\u00e1ria capacidade de conciliar a ora\u00e7\u00e3o com o trabalho, chegando a afirmar: \u201cSem a ora\u00e7\u00e3o ele n\u00e3o teria dado conta do trabalho assumido. Ele rezava com frequ\u00eancia e com fervor\u201d. Uma irm\u00e3 que se lembrava do Fundador nos \u00faltimos meses da sua vida afirmou: \u201cDevia ser uma alma mergulhada em Deus, visto que irradiava sobre os circunstantes o amor, a bondade e uma grande miseric\u00f3rdia\u201d.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/span><span style=\"color: #003366;\"><strong>MARCA DA CRUZ E ESP\u00cdRITO DA MISERIC\u00d3RDIA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Merece \u00eanfase, sobretudo, o grande culto do Pe. Gorazdowski \u00e0 Paix\u00e3o de Cristo. Irm\u00e3 Cec\u00edlia, que por longos anos trabalhou com o Fundador da Congrega\u00e7\u00e3o de S. Jos\u00e9, registrou o seguinte: \u201cN\u00e3o me esque\u00e7o do dia em que \u00e0 tarde fui ter com o Pai com o objetivo de resolver um pequeno assunto dom\u00e9stico. Eu o encontrei em silenciosa medita\u00e7\u00e3o e ouvi dele as palavras: \u2018Irm\u00e3zinha, nesta hora Jesus Cristo sofreu na cruz o tormento a agonia\u2019. Mais tarde fiquei sabendo que ele tinha o belo costume de \u00e0s quinze horas unir-se espiritualmente com o Salvador agonizante na cruz\u201d. Tamb\u00e9m as sextas-feiras do ano todo eram para o Santo Sigismundo dias especialmente dedicados \u00e0 medita\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o de Cristo. Os documentos preservados atestam claramente que \u201cele era para si mesmo extremamente exigente e determinado\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O esp\u00edrito da penit\u00eancia e da mortifica\u00e7\u00e3o manifestava-se na vida do Pe. Sigismundo tamb\u00e9m na alimenta\u00e7\u00e3o, no mobili\u00e1rio dom\u00e9stico, no vestu\u00e1rio, e sobretudo na disposi\u00e7\u00e3o interior. Pessoas que o observavam no dia a dia atestam que nos momentos de persegui\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o se via nele a m\u00e1goa, porque aceitava tudo tranquilamente&#8230; Diante das pessoas n\u00e3o se queixava do destino, que por vezes lhe era muito dif\u00edcil\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As testemunhas assinalam: \u201cA espiritualidade do Servo de Deus era a espiritualidade da Cruz, o que se comprova tanto pela sua postura diante das pr\u00f3prias doen\u00e7as e sofrimentos como diante dos variados sofrimentos das outras pessoas. Ele moldava essa postura&#8230; atrav\u00e9s de uma profunda devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Paix\u00e3o do Senhor e da participa\u00e7\u00e3o na salutar e salv\u00edfica Cruz do Salvador\u201d.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>ESP\u00cdRITO DE POBREZA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O Pe. Sigismundo n\u00e3o tinha nenhum apego \u00e0s coisas temporais. De acordo com depoimentos das pessoas que o conheceram: \u201cEle mesmo quase nada possu\u00eda. Tudo que acumulava era distribu\u00eddo aos pobres. A maior preocupa\u00e7\u00e3o do Pai era \u2013 diziam as irm\u00e3s \u2013 a busca de ajuda para as pessoas pobres, que perambulavam em t\u00e3o grande n\u00famero pelos becos de Lviv. A respeito de si mesmo o Pai n\u00e3o pensava nada, realmente nada; pensavam nele as irm\u00e3s, mas tamb\u00e9m o que delas recebia costumava sumir sem deixar vest\u00edgio\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Como lembram as testemunhas: \u201cEmbora n\u00e3o fosse religioso e n\u00e3o tivesse feito o voto de pobreza, pela sua observ\u00e2ncia superava os demais&#8230; a exemplo do pobre S. Francisco de Assis. Vivia com muita mod\u00e9stia e na sua resid\u00eancia possu\u00eda apenas os apetrechos mais necess\u00e1rios: uma mesa, uma cama e um arm\u00e1rio. Alimentava-se com o que lhe serviam \u00e0 mesa, n\u00e3o fazia cara feia, n\u00e3o permitia que lhe fosse servido algo mais refinado. Por ocasi\u00e3o do seu dia onom\u00e1stico, permitia apenas que fosse servido caf\u00e9 acompanhado de p\u00e3ezinhos. Mas, de acordo com as recorda\u00e7\u00f5es das irm\u00e3s, mesmo nos tempos mais dif\u00edceis n\u00e3o permitia que um pobre fosse despachado sem ajuda\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Ap\u00f3s a sua morte os jornais escreviam que: \u201c&#8230;usava uma batina surrada, e batinas novas lhe eram fornecidas pelas pr\u00f3prias irm\u00e3s, porque ele mesmo n\u00e3o pensava nisso, nem tinha dinheiro para isso\u201d. A sua grande pobreza \u00e9 tamb\u00e9m testemunhada pelo seu Testamento, escrito cinco dias antes da morte, do qual resulta que nada de objetos materiais lhe havia restado para distribuir.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>CULTO DE MARIA<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O exemplo de Maria, M\u00e3e do Sumo e Eterno Sacerdote, que se entregou inteiramente no mist\u00e9rio da Reden\u00e7\u00e3o, era para o Pe. Sigismundo, nos momentos dif\u00edceis do seu minist\u00e9rio pastoral, um verdadeiro apoio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Pessoas que viveram ao lado do Pe. Sigismundo recordam que com muita frequ\u00eancia ele recomendava a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora. Diziam, por exemplo, que na santa confiss\u00e3o ele estimulava que as pessoas recorressem \u00e0 intercess\u00e3o de Maria, que se entregassem \u00e0 Sua prote\u00e7\u00e3o e pedissem a Sua ajuda. Praticava o costume de presentear os seus penitentes com medalhas da Imaculada. Tinha tamb\u00e9m o costume de ap\u00f3s o almo\u00e7o recitar sempre a ladainha de Nossa Senhora. Afirmava que a Ela cabe devotar um amor infantil. \u201cEstimulava a uma devo\u00e7\u00e3o especial a Maria nos meses de maio e outubro. Fazia isso n\u00e3o apenas com palavras, mas tamb\u00e9m pelo seu exemplo\u201d. Estimulava tamb\u00e9m nos seus escritos: \u201c&#8230;n\u00e3o deixes passar um dia sequer sem invocar a prote\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora. Milh\u00f5es de cat\u00f3licos comprovaram que a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora traz a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina nas necessidades temporais e espirituais. Jesus Cristo nos ouve melhor quando juntamos as nossas ineptas preces aos pedidos de Sua M\u00e3e. Traze tamb\u00e9m contigo o escapul\u00e1rio ou a medalha como um sinal de que \u00e9s Seu devoto e filho, para que tamb\u00e9m Ela seja tua Protetora e M\u00e3e na vida e na morte\u201d (Conselhos e admoesta\u00e7\u00f5es).<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>CULTO DE S\u00c3O JOS\u00c9<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O fato de que o esp\u00edrito do santo Padroeiro da Igreja impregnava a atividade apost\u00f3lica do Bem Aventurado \u00e9 comprovado sobretudo pela circunst\u00e2ncia de que ele confiou \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do santo Esposo de Maria as obras de caridade crist\u00e3 por ele fundadas, de maneira especial o \u201cInstituto S. Jos\u00e9 para Incur\u00e1veis e Convalescentes\u201d em Lviv, a \u201cCasa de Abrigo e de Trabalho\u201d em Przemysl, a escola cat\u00f3lica polono-alem\u00e3 em Lviv, o instituto educacional em Krosno\u00a0 e sobretudo a maior e a mais permanente express\u00e3o dos seus empenhos apost\u00f3licos \u2013 a Congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s de S. Jos\u00e9 (nome primitivo: Irm\u00e3s da Caridade de S. Jos\u00e9).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Por iniciativa sua, as Irm\u00e3s reconheceram o Padroeiro da Santa Igreja como Pai da sua Congrega\u00e7\u00e3o e, desejando conhec\u00ea-lo e vener\u00e1-lo de forma coerente, aprofundavam-se nas verdades relacionadas com a sua pessoa e a sua miss\u00e3o, especialmente por ocasi\u00e3o de celebra\u00e7\u00f5es que com esse objetivo eram programadas na casa matriz, extremamente ricas em conte\u00fado e em apresenta\u00e7\u00e3o exterior, bem como durante o tr\u00edduo que precedia a solenidade de S. Jos\u00e9 no m\u00eas de mar\u00e7o. Al\u00e9m disso, j\u00e1 nas primeiras sess\u00f5es do corpo administrativo da Congrega\u00e7\u00e3o que se formava falava-se de maneiras de reverenciar o santo Esposo de Maria.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #003366;\"><strong>PROFUNDA HUMILDADE<\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">O Santo Pe. Gorazdowski distinguia-se por uma profunda humildade. Como enfatizam as testemunhas: \u201cEra um sacerdote humilde, diante de ningu\u00e9m demonstrava a sua superioridade e todos, pequenos ou grandes, tinham acesso a ele, porquanto sabia conviver com todos. Apreciava a ajuda humana&#8230; Insistia com as irm\u00e3s que com grande amor, humildade e devotamento servissem aos mais pobres. Era t\u00e3o honesto que n\u00e3o havia nele a falsa humildade nem o exibicionismo. Em circunst\u00e2ncias dif\u00edceis ele procedia com humildade\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">\u201cEra a personifica\u00e7\u00e3o da simplicidade. Acess\u00edvel a todos&#8230; Em geral era s\u00e9rio, mas era capaz de ser muito espirituoso&#8230; Jamais se apresentava no importante papel de \u2018Fundador\u2019. Era como que disso n\u00e3o se lembrasse, embora o sentisse\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">Como recordam as irm\u00e3s: \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a n\u00f3s, jamais destacava os seus m\u00e9ritos ou a sua pessoa, embora fosse nosso Fundador; na conviv\u00eancia era simples, sincero, paternal. Nunca se queixava quando se alimentava na nossa casa, alimentava-se com os pratos simples da mesa comum, n\u00e3o permitindo nenhum tipo de exce\u00e7\u00e3o. Sendo o Fundador da Congrega\u00e7\u00e3o e residindo conosco nos \u00faltimos anos da sua vida, n\u00e3o se apresentava no papel de Fundador, n\u00e3o enfatizava isso\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\">As testemunhas recordam que, \u201ccomo monsenhor, diante das pessoas doentes e necessitadas cedia t\u00e3o profundamente aos sentimentos do seu cora\u00e7\u00e3o que, sem levar em conta a sua dignidade, aceitava da parte dos seus pobres n\u00e3o apenas a gratid\u00e3o, mas tamb\u00e9m inj\u00farias. Certa vez um pobre que pedia esmola jogou a seus p\u00e9s a moeda que havia recebido, por n\u00e3o ser do valor que ele esperava. Demonstrando bondade e controle, o Pe. Sigismundo levantou a moeda jogada e humildemente disse que esse era o seu \u00fanico dinheiro e que mais n\u00e3o possu\u00eda\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><em>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000080;\"><em>\u201cLembra-te de que o c\u00e9u \u00e9 a tua p\u00e1tria eterna, que deves buscar durante toda a tua vida; por isso vive de tal forma que um dia sejas digno de louvar a Deus no c\u00e9u juntamente com os Anjos e os Santos\u201d. (S\u00e3o Sigismundo)<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VIVA F\u00c9 E CONFIAN\u00c7A NA DIVINA PROVID\u00caNCIA A profunda f\u00e9 do Pe. S. Gorazdowski, segundo relatos de pessoas que o conheceram de perto, expressava-se numa confiante entrega \u00e0 Divina Provid\u00eancia. 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